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SIDA - Jovens sem medo


9.º ANO CIÊNCIAS NATURAIS - 2.1. Doenças sexualmente transmissíveis

SIDA - Jovens sem medo
2007-12-09 - Correio da Manhã / Carla Marina Mendes




Conhecem os riscos. Sabem que a sida existe e como se transmite, mas prescindem do preservativo nas relações sexuais com parceiros ocasionais. É o que acontece com uma grande parte das mais de 32 mil pessoas notificadas com a doença, em Portugal, até ao fim de Setembro deste ano. Por dia são mais de seis os que entram em contacto com o VIH – números que colocam o nosso país em quarto lugar dos que mais casos notificam na Europa Ocidental.

Para muitos especialistas, justificar por que é que – apesar de toda a informação disponível – o número de situações continua a aumentar nos países desenvolvidos não é tarefa fácil. Muitos são os que apontam o de-do aos sucessos na terapêutica. Hoje estar infectado com o vírus da sida não tem de ser sinónimo de sentença de morte em diversas regiões do Globo. Por isso, muitos perderam o respeito pela doença.

É esta a opinião de vários especialistas espanhóis que ao ‘El Mundo’ confessaram os seus receios. “Conseguiu-se passar a mensagem de que a sida é uma doença crónica, não mortal, sobretudo entre os mais jovens, que não viveram a crise dos anos 80 e 90 e não conheceram os mortos do VIH”, refere Percy Dávila, psicólogo da organização Stopsida. Kati Zaragoza, presidente da mesma associação, vai mais longe ao afirmar que a população heterossexual mais jovem “nunca teve a percepção do risco”.

Por cá, Amílcar Soares, fundador da Associação Positivo – Grupos de Apoio e Auto-Ajuda, concorda que as pessoas estão a baixar a guarda.

“É verdade que hoje se pode viver muito tempo com o vírus. Mas o melhor mesmo é mantê-lo afastado”, opina ao CM. “As pessoas têm a ideia de que basta tomar meia dúzia de medicamentos e deixa de haver problema. Mas a qualidade de vida não é a mesma”, acrescenta.

Aproveita para chamar a atenção para aspectos que considera terem sido negligenciados na informação passada à população, co-mo a existência de diferentes tipos de vírus.

“Se quem transmite a doença já está a tomar medicação, então são transmitidos também esses dados, o que reduz o leque de medicamentos que se pode tomar.” E recorda ainda que “todos os dias continua a morrer gente com sida.”

25 À PROCURA DE UMA VACINA

Há mais de um quarto de século que investigadores de todo o Mundo gastam tempo e dinheiro com o objectivo de conseguir desenvolver uma vacina eficaz contra o vírus da sida. Apesar da descoberta e desenho de novos e melhores medicamentos, capazes de garantir aos doentes uma vida longa e com qualidade, a tão desejada vacina continua ainda longe. A esperança surgiu no início do ano sob a forma de ensaio clínico, que teve por base o teste de uma vacina que recorria a uma nova estratégia para proteger o organismo contra o Vírus da Imunodeficiência Humana. Mas os resultados apresentados em Setembro vieram deitar por terra todas as previsões, com uma vitória do VIH. O trabalho promete continuar até que a Ciência consiga chegar à tão desejada vacina.

CAMPANHAS APELAM AO USO DO PRESERVATIVO

Primeiro foram os imigrantes de leste o alvo das atenções. Para eles um spot de 45 cinco segundos está a ser exibido, desde Setembro e até Fevereiro, sobre as formas de prevenção do VIH/sida. Primeiro em ucraniano, depois em russo, na Rádio Nova Antena, deixa-se um alerta sobre a importância da utilização do preservativo e informa sobre a possibilidade de diagnóstico gratuito e anónimo na rede de Centros de Acolhimento e Detecção Precoce. Depois, foi a vez da população em geral, com uma campanha da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida. ‘Cinco razões para não usar preservativo’ contou com a participação de caras bem conhecidas do público – como Vítor Norte, Pacman ou Bruno Nogueira – e tinha como grande objectivo a prevenção. A importância da utilização consistente do preservativo foi reforçada e passada a mensagem de que mais vale prevenir. Mensagem importante, tanto mais que em Portugal o uso do preservativo se tem mantido ao longo da última década, com 14% de adeptos. Os números constam do 4.º Inquérito Nacional de Saúde e contrastam com o que se passa na vizinha Espanha onde o consumo anual per capita desta forma de protecção é de 3,1 contra 1,6 no nosso país.

REALIDADE EM NÚMEROS

2,1 milhões de pessoas morrem todos os anos no Mundo vítimas da sida. A estes números juntam-se ainda 2,5 milhões de novas infecções.

68% dos contágios acontece na região da África Subsaariana, a zona do Globo onde a epidemia assume as proporções mais graves.

760 mil pessoas são obrigadas a viver com o vírus da sida na União Europeia, número superior ao verificado nos últimos seis anos.

30 em cada cem infectados na Europa Ocidental não sabem que estão contagiados porque não fazem o teste.

7,5% das notificações de casos de sida no nosso país diz respeito a maiores de 55 anos, sobretudo mulheres.

32 205 casos de VIH/sida estavam notificados, em Portugal, até final de Setembro. Destas, 43,8% já apresentavam sida.

46,8% dos infectados nacionais não apresentava sintomas da doença, o que acontece sobretudo em pessoas entre os 15 e os 39 anos.

NOTAS

AVESSOS À PREVENÇÃO

Os portugueses não são os maiores adeptos do preservativo. A prová-lo estão números recentes segundo os quais apenas 14% dos lusos os tem usado na última década.

RECORDE DE DIAGNÓSTICOS

Portugal, de acordo com o último relatório do Programa das Nações Unidas para a doença, foi o quarto país da Europa Ocidental a apresentar o maior número de novos diagnósticos em 2006.

MITOS DA SIDA

PROPAGAÇÃO

Durante as primeiras semanas de infecção o vírus é altamente contagioso, mas depois entra numa fase mais inactiva. A sida não se propaga como um fogo incontrolável.

PRESERVATIVO

“O uso de preservativo é crucial para conter a epidemia e proteger especialmente os que trabalham no negócio do sexo”, diz James Shelton, da Agência de Desenvolvimento internacional dos EUA.

ADOLESCENTES

Dizer que os adolescentes são os culpados é uma ideia ultrapassada. Apesar de as epidemias afectarem todas as idades reprodutivas os dados mostram que a incidência do vírus aumenta a partir dos 20 anos.

POBREZA

Apesar de a pobreza poder gerar comportamentos sexuais de risco, na maioria das regiões africanas o vírus é mais comum entre os ricos, talvez por terem possibilidade de manter vários companheiros em simultâneo.

HOMENS

Em algumas zonas o comportamento masculino contribui para alimentar os números, mas a verdade é que uma epidemia heterossexual requer também que algumas mulheres tenham mais do que um companheiro.

PROSTITUIÇÃO

O sexo pago é pouco frequente nas zonas onde a epidemia de sida é mais grave, por uma questão económica, esclarece Shelton, deitando por terra o mito de que a prostituição é responsável pela proliferação.

TRATAMENTO

O tratamento pode ajudar na prevenção ao reduzir a carga viral e, por isso, a capacidade de contágio, mas é possível que, por acreditarem que a sida não é uma sentença de morte, os doentes voltem a ter comportamentos de risco.

TECNOLOGIA

Apesar do investimento para criar uma vacina e novos medicamentos, James Shelton, da Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA, acredita ser necessário um longo caminho até ao sucesso.

Domingo Dec 16, 2007 3:05 / netxplica.com

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