Fórum Netxplica
  • NETXPLICA
  • LOJA
  • FÓRUM
  • ESCOLA
  • E-LEARNING
  • Explicações
  • Reapreciações
    • Fórum Netxplica
    • Público

      •      
             
    • Utilizadores Registados

      •      
             
    • Utilizadores Especiais

      •      
             
  • Utilizadores
    Entrar / Login
    Registar
    Dificuldades Login/Registo
  • Artigos Ciências 7/8/9
  • Artigos Biologia 10/11/12
  • Artigos Geologia 10/11/12
  • Dúvidas BIOGEO 10/11
  • Dúvidas BIOGEO 10
  • Dúvidas BIOGEO 11

Impacto dos roedores no aquecimento global


12.º Ano BIOLOGIA - V. Preservar e Recuperar o Meio Ambiente

Aquecimento global: Castores e esquilos do Ártico mais «culpados» do que se pensava



O Homem lidera isolado na lista das espécies que mais contribuem para a degradação do ambiente, mas novos estudos apontam que roedores como os castores e os esquilos do Ártico têm, afinal, um impacto muito maior do que se julgava no aquecimento global.
O gás metano libertado pelas tocas de castores aumentou em cerca de 200 vezes desde há pouco mais de 100 anos, estimam os peritos, que vão reavaliar as suas teorias à luz dos novos dados.
Estas duas espécies de roedores surpreenderam os cientistas no que respeita ao contributo para o aquecimento global.


A influência destas espécies foi revelada no âmbito de dois estudos separados sobre o tema do impacto no ambiente.
Os investigadores que estudam o permafrost no Ártico (área que nunca descongela) descobriram que os esquilos estão a acelerar a libertação de gases de estufa do solo congelado onde constróem as suas casas.

Os peritos referiram que ao remexerem as camadas estáveis do solo, e fertilizando-as com as suas fezes e urina, os pequenos roedores estão a contribuir para a decomposição de material biológico que por norma está «encurralado» pelo permafrost.
Isto leva a que metano e dióxido de carbono sejam libertados para a atmosfera.
O permafrost é conhecido por ser uma enorme reserva de carbono, com as moléculas de metano presas dentro de cristais de gelo, e com matéria orgânica de plantas e animais mortos preservada na baixa temperatura.
Os cientistas estimam que o carbono armazenado no permafrost do Ártico corresponda a cerca de o dobro do que existe na atmosfera, temendo que se for libertado, possa alterar significativamente o ambiente.
De acordo com Nigel Golden, da Universidade de Wisconsin, que participou nas investigações, os esquilos, ao cavarem o solo, misturam as camadas superiores com as inferiores, trazendo oxigénio ao solo e fertilizando-o com os seus excrementos.
«Assistimos a um aumento da temperatura do chão nos solos onde os esquilos do Ártico estavam a habitar», explicou. Em declarações à BBC, o especialista descreveu «Eles são engenheiros do solo».
«Isto é um elemento de grande importância. Conforme o permafrost começa a aquecer, os micróbios ganham acesso a estas reservas de carbono congeladas que estavam encurraladas no solo».
Esta não é a primeira vez que se descobre animais a desempenharem um papel no aquecimento global. É amplamente aceite que o gado tem um contributo por via da libertação de metano durante a digestão dos alimentos.
Mas os investigadores acreditam que os esquilos têm um papel muito maior na libertação de carbono do permafrost.
Os esquilos do Ártico estão entre os mais numerosos roedores da região, cavando tocas para se abrigarem das duras condições do tempo, podendo hibernar até sete meses por ano.
A sua alimentação é à base de plantas que crescem durante o breve Verão da zona.
Os investigadores, que apresentaram as suas conclusões durante uma reunião da American Geophysical Union, descobriram ainda que o nitrogénio que os esquilos estão a adicionar ao solo está a ter também um impacto.
«Sabemos que a vida selvagem tem impacto sobre a vegetação, e sabemos que a vegetação tem impacto sobre o processo de degelo e sobre o carbono no solo», destacou a doutora Sue Natali, cientista do Woods Hole Research Centre em Massachusetts, que liderou os trabalhos no âmbito do Polaris Project, um projecto para estudar as alterações climáticas nos polos.
«Trata-se certamente de algo que tem um impacto maior do que julgávamos e é algo que iremos considerar no futuro», sublinhou, citada pela imprensa britânica.
Ao nível do descongelamento do permafrost, o papel do esquilo do Ártico é «mínimo» comparando com o contributo da actividade humana, particularmente o dióxido de carbono libertado para a atmosfera.
Noutro estudo, o castor também foi protagonista de uma surpresa, desempenhando um papel maior do que se pensava na degradação ambiental.

Como resultado de projectos de conservação, as populações da espécie aumentaram significativamente na América do Norte e na Europa.
Contudo, os charcos rasos no habitat dos castores produz metano conforme o material orgânico acumula-se num ambiente com pouco oxigénio.
Os cientistas estimam que os charcos de castores libertem actualmente cerca de 200 vezes mais metano do que em 1900.
O doutor Colin Whitfield, da Universidade de Saskatchewan (Canadá), lembrou que o comércio de peles entre os séculos XVI e XIX levou a que as populações de castores em diversas áreas ficassem extintas.
Mas agora, Whitfield, e a sua equipa estimam que os números tenham crescido dramaticamente para mais de dez milhões de espécimes, apontando que o número deva subir na Europa e na Ásia em mais quatro milhões.
Os cientistas, que divulgaram as conclusões na publicação AMBIO, alegam que castores são responsáveis pela libertação de 881.000 toneladas de metano por ano na atmosfera.


Diário Digital
17.12.2014

Quarta Dec 17, 2014 22:06 / netxplica.com

Há mais metano a ser libertado para o ar por causa dos castores
21.12.2014 - PÚBLICO.PT | NICOLAU FERREIRA



Embora a proporção seja pequena em relação a outras fontes de metano, a expansão da população de castores e das represas que constroem fez aumentar a emissão deste gás com efeito de estufa.

Quase levadas à extinção por causa da caça e das suas peles, as duas espécies de castores do mundo (uma euroasiática e outra americana) foram recuperando os números devido à sua conservação. E com isso foram reconstruindo o seu mundo: as represas de água onde vivem. Mas estas porções de água libertam metano, um dos principais gases com efeito de estufa.

Uma equipa de cientistas fez uma estimativa global da quantidade deste gás libertado a partir dos ecossistemas produzidos pelos castores e concluiu que no ano 2000 foram libertados 800 milhões de quilogramas de metano neste processo, cerca de 200 vezes mais do que no início do século passado, de acordo com um estudo publicado recentemente na revista científica AMBIO.

Existem duas espécies de castores no mundo, o Castor canadensis, da América do Norte, mas que foi introduzido no Norte da Europa e no Sul da América do Sul, e o Castor fiber, que vive na Europa e na Ásia (mas não existe na Península Ibérica). Uma percentagem dos castores das duas espécies constrói represas, a partir de cursos de água, usando troncos, que depois habitam.

Estas represas podem chegar a ter uma profundidade de 1,5 metros. As suas águas paradas fazem acumular detritos e acaba por ser libertado metano para a atmosfera. Este gás tem um efeito de estufa 21 vezes maior ao longo de 100 anos do que o dióxido de carbono, e é o segundo gás mais presente na atmosfera, a seguir ao dióxido de carbono, com consequências a longo prazo para o efeito de estufa da Terra, responsável pelas alterações climáticas.

Para saber como estava a evoluir o efeito da actividade dos castores na libertação do metano, Colin Whitfield, da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, e outros investigadores estimaram a população deste mamífero e a área das represas construídas por ele. A partir daqui, a equipa foi calcular a emissão de metano para a atmosfera.

Assim, com base noutros estudos populacionais sobre castores, os investigadores estimaram que no ano 2000 o efectivo das duas espécies era de 10 milhões de castores (a espécie euroasiática tem menos de um milhão de indivíduos). A área da superfície de água associada às represas construídas por estas populações era de 42.000 quilómetros quadrados – equivalente a quase metade de Portugal continental.

A partir daqui, e usando modelos matemáticos, os cientistas estimaram que esta superfície seria responsável pela libertação de até 800 milhões de quilos de metano em 2000. Por comparação, este metano é apenas 15% daquele que os animais selvagens que mastigam erva libertam nos gases que emitem. Ou, para se ter outra perspectiva da forma como a Terra “expira” este gás, os lagos de todo o planeta libertam anualmente 72.000 milhões de quilos de metano, cerca de 60 vezes mais do que as represas dos castores para o ano de 2000.

Ainda assim, os autores do trabalho pensam que a quantidade de metano libertado pelo trabalho dos castores em 2000 foi 200 vezes maior do que no início do seculo XX. Além disso, as populações deste animal ainda não voltaram ao seu tamanho original, antes de serem caçadas exaustivamente, principalmente na Europa. Há, por isso, margem para a expansão das espécies, da área das represas e do metano que vai para atmosfera por esta via.

No entanto, há outras fontes de metano que os autores dizem ser preciso monitorizar, como o metano que é libertado pelo derretimento do permafrost – o subsolo congelado das regiões subpolares – devido às alterações climáticas. Há também metano a ir para atmosfera devido às actividades humanas.

Mas, para solucionar o problema dos gases libertados com efeito de estufa, é preciso primeiro resolver o problema da combustão do petróleo, carvão ou gás natural que emite dióxido de carbono para o ar, e cuja concentração tem aumentado desde a revolução industrial. Em 2005, a concentração deste gás era 213 vezes maior do que a do metano.

Segunda Dec 22, 2014 1:08 / netxplica.com

• Página 1 de 1


Responder

Últimos Artigos da Ciência Seleccionados

Mais de 20.000 artigos distribuídos por anos de escolaridade e respectivos temas programáticos.

  A lontra gigante que viveu na China há seis milhões de anos
11.º Ano BIOLOGIA - VIII. Evolução Biológica

  O que nos une a uma criatura do mar que existiu há 540 M.a.?
11.º Ano BIOLOGIA - VIII. Evolução Biológica

  67% dos corais do Norte da Grande Barreira estão mortos
10.º Ano BIOLOGIA - I. Diversidade na Biosfera

  Um violento bailado cósmico na origem dos anéis de Saturno
10.º Ano GEOLOGIA - II. A Terra, Um Planeta Muito Especial

  Debaixo do coração gelado de Plutão há um mar viscoso?
10.º Ano GEOLOGIA - II. A Terra, Um Planeta Muito Especial

  Girafas sofrem “extinção silenciosa”
10.º Ano BIOLOGIA - I. Diversidade na Biosfera

  Egipto quer exportar crocodilo-do-nilo para sair da crise
10.º Ano BIOLOGIA - I. Diversidade na Biosfera

  Sexo, chimpanzés e bonobos
11.º Ano BIOLOGIA - VIII. Evolução Biológica

  Cientistas suspendem no tempo desenvolvimento de embriões
11.º Ano BIOLOGIA - VI. Crescimento e Renovação Celular

  A ilha de Santa Maria está a erguer-se do fundo do mar
10.º Ano GEOLOGIA - I. A Geologia, os Geólogos e Seus Métodos

  Dentro de 300 M.a. existirá o super-continente Aurica
10.º Ano GEOLOGIA - I. A Geologia, os Geólogos e Seus Métodos

  Quando é que as aves começaram a cantar?
11.º Ano BIOLOGIA - VIII. Evolução Biológica

  A cauda maravilhosa dum dinossauro que ficou presa em âmbar
11.º Ano GEOLOGIA - II, Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres

  Subida do nível do mar medida nas dunas de Tróia
12.º Ano GEOLOGIA - II. História da Terra e da Vida

  Por que é que algumas células resistem ao VIH?
12.º Ano BIOLOGIA - III. Imunidade e Controlo de Doenças

  Conservação do Lince ibérico
8.º ANO CIÊNCIAS NATURAIS - 2.2. Protecção e conservação da Natureza

  Mulher deu à luz depois de transplante de tecido do ovário
12.º Ano BIOLOGIA - I. Manipulação da Fertilidade

  O mundo encantado dos cavalos-marinhos tem os seus segredos
11.º Ano BIOLOGIA - VI. Crescimento e Renovação Celular

  Confirmado: Ceres tem água congelada
10.º Ano GEOLOGIA - II. A Terra, Um Planeta Muito Especial

  Confirma-se: a gravidez muda o cérebro das mulheres
12.º Ano BIOLOGIA - I. Reprodução Humana

  Utilização do fracking pode aumentar número sismos
11.º Ano GEOLOGIA - III. Exploração sustentada de recursos geológicos.

  Metástases do cancro da mama começam antes da detecção
12.º Ano BIOLOGIA - II. Património Genético

  Português ajuda a descodificar o genoma dos pangolins
11.º Ano BIOLOGIA - VI. Crescimento e Renovação Celular

  Como é que as aves perderam os dentes?
11.º Ano BIOLOGIA - VIII. Evolução Biológica

  Caixa de ferramentas para editar genes ganhou 2 ferramentas
12.º Ano BIOLOGIA - II. Património Genético

  Toneladas de lixo estão a chegar a um reservatório de água
11.º Ano GEOLOGIA - III. Exploração sustentada de recursos geológicos.

  Novas tendências das alterações climáticas estão para ficar
12.º Ano BIOLOGIA - V. Preservar e Recuperar o Meio Ambiente

  Um rio de ferro corre cada vez mais depressa no interior
10.º Ano GEOLOGIA - III. Compreender a Estrutura e a Dinâmica da Geosfera

  As chitas estão em extinção
10.º Ano BIOLOGIA - I. Diversidade na Biosfera

  O que se passou com a bactéria da cólera desde o séc. XIX?
12.º Ano BIOLOGIA - III. Imunidade e Controlo de Doenças

  Parasita que provocou grande fome na Irlanda veio da América
12.º Ano BIOLOGIA - IV. Produção de Alimentos e Sustentabilidade

  Descoberta uma espécie de rã nova para a ciência
11.º Ano BIOLOGIA - IX. Sistemática dos Seres Vivos

  Descoberto um dos primeiros animais do Atlântico primitivo
10.º Ano GEOLOGIA - I. A Geologia, os Geólogos e Seus Métodos

  Papagaio da Austrália ficou com as asas maiores
11.º Ano BIOLOGIA - VIII. Evolução Biológica

  Quanto tempo é que os ovos dos dinossauros levavam a chocar?
11.º Ano GEOLOGIA - II, Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres

  As borboletas diurnas de Portugal estão em risco
10.º Ano BIOLOGIA - I. Diversidade na Biosfera

  Livro vermelho dos invertebrados pode avançar até 2018
10.º Ano BIOLOGIA - I. Diversidade na Biosfera

  Identificadas proteínas envolvidas na infecção do vírus Zika
12.º Ano BIOLOGIA - III. Imunidade e Controlo de Doenças

  Lua formou-se há 4510 milhões de anos
10.º Ano GEOLOGIA - II. A Terra, Um Planeta Muito Especial

  Certas bactérias aumentam 4 vezes o risco de contrair o VIH
12.º Ano BIOLOGIA - III. Imunidade e Controlo de Doenças


  • C. Nat. 7
  • C. Nat. 8
  • C. Nat. 9
  • BIO 10
  • BIO 11
  • BIO 12
  • GEO 10
  • GEO 11
  • GEO 12


  • LOJA
  • FÓRUM
  • ESCOLA
  • EXPLICACOES ONLINE


  • Twitter
  • Facebook
  • YouTube
  • Youtube
  • Instagram
  • Linkedin
  • © netxplica. luisqueiroga@netxplica.com
  • Powered by: HTML5 UP