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Anabolizantes podem causar danos permanentes em adolescentes


9.º ANO CIÊNCIAS NATURAIS - 3.5. Opções que interferem no equilíbrio do organismo: droga

"Sérios problemas comportamentais"
Anabolizantes podem causar danos permanentes em adolescentes
26.03.2006 - 18h27 - PÚBLICO.PT - Duarte Ladeiras


Alesssandra Tarantino/AP

Os anabolizantes também podem causar dependência, segundo estudo financiado pelo NIDA

Os efeitos secundários dos anabolizantes nos comportamentos de adolescentes podem prolongar-se durante vários anos e causar danos permanentes nos cérebros ainda em desenvolvimento, segundo revela um estudo da Northeastern University, Boston, publicado na Behavioral Neuroscience, revista da Associação Americana de Psicologia (APA).

“Os neurocientistas estão profundamente preocupados com o aumento do consumo de esteróides anabolizantes [EA] por parte dos adolescentes”, nota esta instituição em comunicado, apresentando números sobre o fenómeno: “o Instituto Nacional de Abuso de Drogas estima que meio milhão de estudantes entre os oitavo e décimo anos [dos EUA] abusam anualmente de EA”; segundo dados dos Centros para Controlo e Prevenção de Doenças, três por cento dos estudantes dos liceus norte-americanos já consumiu anabolizantes, percentagens semelhantes às de drogas como o crack e a heroína. Mesmo assim, os efeitos dos anabolizantes aos níveis da agressividade e da adição só nos últimos anos começaram a ser estudados pelos membros da maior associação mundial de psicologia.

O estudo da Northeastern University foi realizado em hamsters, divididos em dois grupos: os de um grupo foram injectados com uma mistura de esteróides com óleo, enquanto aos restantes receberam apenas óleos. As consequências no comportamento dos animais foram significativas. Normalmente, segundo os investigadores, os hamsters são calmos e limitam a defesa dos seus territórios a duelos de força e jogos de luta, mas os animais injectados com anabolizantes tornaram-se dez vezes mais agressivos que os restantes, atacando, mordendo e perseguindo qualquer adversário. Mesmo depois de terminada a terapia com EA, os hamsters mantiveram altos níveis de agressividade durante duas semanas, do período de adolescência deste mamífero.

Contudo, não foram estes dados que surpreenderam os cientistas, mas sim os resultados das autópsias dos hamsters injectados com anabolizantes, nas quais foram detectadas mudanças na actividade cerebral, nomeadamente no hipotálamo (entre outras funções essenciais ao corpo humano, controla as manifestações físicas dos estados emotivos). Durante a administração de dopantes e nas semanas seguintes, esta parte do cérebro, situada na zona inferior do crânio, manteve uma produção exagerada de vasopressina, neutransmissor que gere as quantidades de água no corpo e que, segundo outro estudo – efectuado a 26 humanos com desordens de personalidade e publicado em 1998 pelo “Archives of General Psychiatry” – está relacionado com a agressividade masculina.

“Os neurocientistas concluíram que a agressividade estimulada pelos esteróides anabolizantes, apesar de reversível, pode durar o tempo suficiente para criar sérios problemas comportamentais para adultos. Como esta parte do sistema nervoso dos roedores é semelhante à dos humanos, os investigadores extrapolaram as suas descobertas para os humanos. Os cientistas especulam que os esteróides anabolizantes podem atingir dramaticamente os adolescentes e levá-los a ter, facilmente, durante anos, ataques de fúria, perigosos para eles e para outros”, explicou a APA num comunicado de imprensa.

Ou seja, os investigadores temem que os dopantes possam provocar danos irreversíveis em fases mais críticas do desenvolvimento dos cérebros dos adolescentes. “Como um cérebro jovem é mais adaptável e flexível, os EA podem mudar a sua trajectória de desenvolvimento. Quando se atingem as áreas certas no momento certo, podem-se registar mudanças permanentes”, afirmou Richard Melloni, professor que dirigiu a investigação.

Anabolizantes causam dependência?

A possibilidade habituação nos consumidores tem sido regularmente abordada quando se fala em EA. “Uma percentagem indeterminada de abusadores de esteróides tornam-se aditivos à droga, como evidencia a insistência em usar dopantes, apesar dos problemas físicos causados, dos efeitos negativos nas relações sociais ou do nervosismo e irritabilidade. Para além disso, os consumidores despendem imenso tempo e dinheiro para obter as drogas”, explica no seu “site” o Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (NIDA).

Este organismo ligado ao governo norte-americano tem sido um dos principais financiadores de pesquisas, de neurocientistas, centradas nos EA. Num desses estudos, relatado pela edição de Julho da “Monitor on Psychology”, revista da APA, conclui-se que quarto dos esteróides mais populares no fisioculturismo – nandrolona, drostanolona, oximetolona e estanozolol – podem causar habituação nos hamsters, cujo sistema nervoso é semelhante aos dos humanos.

Os neurocientistas Cortney Ballard e Ruth Wood, da Keck School of Medicine, da University of Southern Califórnia, concluíram que “todos estes esteróides causam vício”, mas que os “hamsters machos respondem mais aos anabolizantes injectáveis potentes e com acção imediata do que aos EA menos fortes com efeitos mais prolongados”.

Ou seja, os hamsters foram mais incisivos a procurar receber doses de reforço de nandrolona e drostanolona, dopantes injectáveis. E quanto maior foi a dose, mais intensa foi a resposta dos animais. Não se registaram reacções significativas nos hamters que receberam pequenas quantidades de dopantes injectáveis ou esteróides oralmente (oximetolona e estanozolol), mas os Melloni adverte que estes resultados não significam que os dopantes orais são menos perigosos: o consumo destes EA provoca graves danos no fígado e leva ao uso de drogas injectáveis.

Domingo Mar 26, 2006 21:14 / netxplica.com

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